Durante a geração do PS5, ocorreu um movimento curioso: o Japão, historicamente um dos mercados mais fortes do PlayStation, perdeu espaço na base da Sony. A empresa chegou a fechar estúdios japoneses, e relatos indicam que a antiga liderança não se importava com o encolhimento do mercado oriental. Agora, porém, esse cenário mudou.
A TV Tokyo publicou recentemente um artigo — traduzido pelo site Twisted Voxel — que revela detalhes importantes. Segundo a matéria, a liderança anterior do PlayStation adotou a ideia de que tudo bem deixar o mercado japonês do PS5 continuar diminuindo.

PlayStation não estava ligando de perder o mercado japonês
Um dos fatores que aceleraram essa queda foi o preço do PS5 no Japão, considerado alto para o padrão local (como apontou a Capcom). A Nintendo reagiu primeiro, lançando um modelo do Switch 2 exclusivo para o Japão, mais barato. A Sony decidiu seguir o mesmo caminho.
A partir de 21 de novembro, o PS5 também passa a contar com um modelo exclusivo para o mercado japonês, mais barato: o preço cai de 73 mil ienes para 55 mil, uma redução de 25% no valor base. Essa mudança pode impulsionar as vendas no país. A principal diferença desse modelo é a trava de região e o suporte apenas ao idioma japonês — além do custo reduzido.

Segundo os relatos, a Sony criou essa estratégia após observar a abordagem da Nintendo. O plano recebeu aprovação em apenas quatro meses. Nesta geração, o PS5 perdeu espaço para o Nintendo Switch (e agora para o Switch 2), principalmente por causa do preço mais elevado. Em 2021, a empresa também enfraqueceu sua presença local ao fechar estúdios e divisões japonesas, como o Japan Studio.
Mas isso deve mudar. De acordo com a TV Tokyo, Hideaki Nishino, novo presidente da Sony, encara o declínio do PlayStation no Japão como uma crise séria. Diferente da antiga liderança, que priorizava a expansão internacional, Nishino quer agir rapidamente e implementar medidas urgentes para recuperar o mercado japonês.