Mesmo tendo sido lançado originalmente em 2018 para o PlayStation 4, Detroit: Become Human segue mais vivo do que nunca. O aclamado jogo narrativo da Quantic Dream voltou a chamar atenção ao figurar entre os títulos mais vendidos da Steam durante a última grande promoção da plataforma, acumulando quase um milhão de cópias vendidas em poucas semanas.
O desempenho impressionante prova que a obra continua extremamente relevante, mesmo oito anos após seu lançamento. Com uma narrativa profunda, escolhas impactantes e personagens memoráveis, Detroit: Become Human mantém uma base de fãs fiel — e reacende o debate: será que chegou a hora de Detroit: Become Human 2?

O que torna Detroit: Become Human tão especial?
Escolhas significativas e narrativa ramificada
Diferente de jogos tradicionais, Detroit: Become Human é construído quase inteiramente em torno das decisões do jogador. Cada escolha feita altera o rumo da história, desbloqueando caminhos diferentes, eventos exclusivos e consequências permanentes.
Segundo estimativas da comunidade, o jogo conta com cerca de 80 finais possíveis, variando entre desfechos esperançosos e tragédias completas. Isso torna a experiência altamente rejogável, incentivando o jogador a revisitar a história para explorar novas possibilidades.
O famoso fluxograma de decisões, exibido ao final de cada capítulo, ajuda o jogador a visualizar o impacto de suas ações e reforça o peso narrativo de cada escolha.

Personagens que criam conexão emocional
Outro grande acerto da Quantic Dream está nos personagens. Mesmo sendo androides, Connor, Kara e Markus são retratados com humanidade, conflitos morais e emoções profundas.
- Connor é um androide policial programado para caçar desviantes.
- Kara foge para proteger a jovem Alice em um mundo hostil.
- Markus inicia sua jornada como cuidador e acaba liderando uma revolução.
Cada arco narrativo aborda temas como liberdade, empatia, preconceito e identidade, tornando Detroit: Become Human uma experiência marcante para muitos jogadores.
Detroit: Become Human ainda impressiona graficamente
Mesmo lançado na geração passada, Detroit: Become Human continua sendo considerado um dos jogos mais bonitos do PS4. No console base, o jogo roda em 1080p, enquanto o PS4 Pro utiliza renderização em xadrez para se aproximar do 4K, mantendo 30 FPS estáveis.
No PS5, o título se beneficia de melhorias de desempenho, mas ainda carece de uma versão verdadeiramente otimizada. Parte da comunidade aponta animações rígidas e movimentação travada como aspectos que poderiam ser refinados em um remaster ou sequência.
Um eventual Detroit: Become Human 2 teria potencial para elevar o nível técnico, com ray tracing, iluminação avançada, modelos de personagens mais detalhados e taxas de quadros superiores no hardware atual.
Como Detroit: Become Human 2 poderia expandir o universo?
Com tantos finais diferentes no primeiro jogo, uma sequência direta seria um desafio narrativo. Ainda assim, o universo criado pela Quantic Dream oferece inúmeras possibilidades.
Explorar um mundo onde humanos e androides coexistem (ou entram em conflito) continua sendo um conceito forte. Além disso, expandir o cenário para outras cidades, países ou até continentes poderia enriquecer ainda mais a narrativa.
Há também espaço para:
- Um novo elenco de protagonistas
- Um prelúdio focado na CyberLife, a corporação responsável pelos androides
- Novas organizações de desviantes além da Jericho
- Um mundo onde androides se tornam a força dominante
As possibilidades narrativas são praticamente infinitas.
Detroit também merece uma adaptação para cinema ou TV?
Com o sucesso de adaptações como The Last of Us e Uncharted, Detroit: Become Human surge como um candidato natural para ganhar vida fora dos videogames.
A trama cinematográfica, os personagens fortes e os dilemas morais fariam do universo de Detroit uma excelente base para um filme ou série, algo que muitos fãs já defendem há anos.
Por que Detroit: Become Human merece um segundo jogo
Apesar de não ser o maior sucesso comercial da PlayStation, Detroit: Become Human conquistou status de obra cult. Enquanto franquias como The Last of Us, God of War e Uncharted receberam sequências e remakes, o título da Quantic Dream permanece praticamente intocado desde 2018.
Sem DLCs relevantes e sem uma versão realmente aprimorada, Detroit segue atual graças apenas à força de sua narrativa. As quase um milhão de cópias vendidas recentemente na Steam mostram que o interesse do público está longe de desaparecer.
Seja como sequência, remake, remaster, prelúdio ou spin-off, Detroit: Become Human claramente merece um novo capítulo.
Fonte:
🥸 Games Hub