O ano de 2027 promete ser desafiador para a nova leva de videogames. Para além da influência antecipada de GTA 6, a inteligência artificial emerge como elemento transformador nesse ecossistema – um movimento que já está em curso.
O grande obstáculo temporal para o PlayStation 6 e a próxima geração do Xbox não será o adiantamento de GTA 6, e sim o avanço da IA.
Já se completaram cinco anos desde que PS5 e Xbox Series chegaram ao mercado, e os sucessores começam a se desenhar no futuro próximo. A Microsoft já tocou no tema em diferentes oportunidades, enquanto a Sony segue com discrição sobre seus planos. Tomando por base que o ciclo habitual desses aparelhos gira em torno de sete anos, o final de 2027 surge como marco provável – faltam apenas dois anos.

Na expectativa pelo PS6? GTA 6 segue seu próprio ritmo
O impacto de GTA 6 não deve ser menosprezado. Seu recente remarcamento para novembro de 2026 poderá ter reflexos no calendário do PS6 e do novo Xbox. A análise é de Piers Harding-Rolls, diretor de pesquisa para jogos da Ampere, em conversa com a Games Industry.
De acordo com ele, Sony e Microsoft podem sentir-se tentadas a extrair o máximo do impulso comercial que GTA proporciona, mesmo que isso implique postergar o lançamento de seus novos equipamentos. Nesse cenário, PS6 e a próxima geração do Xbox só chegariam em 2028, e não em 2027.
Essa projeção, claro, permanece no campo das hipóteses. Caso se concretize, a Microsoft poderia colocar seu console de próxima geração no mercado no final de 2026 como “a plataforma definitiva para GTA 6”, ao passo que a Sony aguardaria para criar expectativa em torno do PS5 Pro – cujo desempenho comercial tem ficado abaixo do esperado.
O adiamento do PS6 e do futuro Xbox: a IA como fator decisivo
A inteligência artificial entra em cena
Há, contudo, outro elemento com potencial para retardar o PS6 e o próximo Xbox: a inteligência artificial. Observadores do mercado já notaram que os valores dos módulos DDR5 dobraram ou mesmo triplicaram recentemente.
Esse incremento nos preços deriva, em parte, da expansão do setor de IA, que demanda processamento de volumes colossais de dados – atividade na qual a memória DDR5 tem papel fundamental.
Com gigantes da computação em nuvem e IA adquirindo essas memórias em grande escala, os fabricantes priorizam esses grandes pedidos em detrimento do mercado consumidor. O resultado é um encolhimento da oferta, alta nos preços e a possibilidade concreta de que essa pressão se faça sentir nos consoles futuros, cujos componentes dependem da disponibilidade global de DRAM.
Somente o tempo mostrará até onde chegará esse efeito dominó.
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