Desde 2016, a produção original da Netflix Stranger Things elevou o nível das séries originais do streaming, unindo referências nostálgicas dos anos 80, um grupo de atores cativantes e uma narrativa que entrelaça criaturas sobrenaturais, enigmas e laços de amizade.
Com a aproximação do desfecho da trama – os episódios finais da quinta temporada serão lançados no Natal e na passagem de ano –, diversos espectadores já buscam por histórias que ofereçam uma atmosfera semelhante.
Para quem busca tramas com adolescentes desafiando forças sobrenaturais ou comunidades pacatas escondendo mistérios ocultos, não faltam opções para satisfazer essa lacuna.
Se você deseja prolongar essa atmosfera de suspense e descobertas, selecionamos oito produções disponíveis na Netflix que ecoam a essência de Stranger Things e valem cada minuto da sua maratona.
The OA

Estreada no mesmo período que Stranger Things, The OA narra a história de Prairie Johnson, uma moça que reaparece depois de estar sumida por sete anos, agora com a visão recuperada, embora fosse cega anteriormente.
Autointitulando-se OA (“Anjo Original”), ela recruta um coletivo de pessoas à margem da sociedade para auxiliar no resgate de outros desaparecidos e na busca por uma passagem interdimensional, ao mesmo tempo que confronta Hap, o pesquisador culpado por seu sequestro.
Apesar de ter sido interrompida após sua segunda temporada, The OA oferece uma combinação cativante de suspense, ficção científica e elementos fantásticos, apresentando um grupo de personagens excêntricos que ecoam a essência de Stranger Things.
Dark

Se há uma produção que dialoga diretamente com a atmosfera de *Stranger Things*, essa é *Dark*, série germânica disponibilizada pela Netflix. A trama acompanha a trajetória entrelaçada de quatro famílias na pacata cidade de Winden, percorrendo diferentes realidades temporais.
O ponto de partida é o desaparecimento de um jovem em 2019, acontecimento que guarda ligações diretas com outros casos semelhantes ocorridos em 1986 e 1953. Conforme as investigações avançam, o que parecia um mistério local se converte em uma intrincada narrativa sobre viagens no tempo, segredos ancestrais e um futuro marcado pela devastação.
Com três temporadas completas, *Dark* se torna cada vez mais cativante a cada guinada da história. A produção oferece uma experiência de ficção científica densa e ousada, repleta de quebra-cabeças que se encaixam meticulosamente através de diversas décadas.
O Mundo Sombrio de Sabrina

O Universo Obscuro de Sabrina adentra profundamente no âmbito sobrenatural. A trama narra a trajetória de Sabrina Spellman, que aceita seu legado como feiticeira, equilibra sua existência entre a realidade humana e o reino encantado, e confronta entidades tenebrosas, incluindo a própria Lilith.
Em meio a cerimônias profanas e perigos demoníacos, a protagonista trava uma batalha para salvar Greendale da escuridão iminente.
Com um visual excêntrico, conflitos juvenis e desordem sobrenatural na dosagem perfeita, a produção se destaca pelo desempenho cativante de Kiernan Shipka. A personagem ainda cruzou fronteiras ao aparecer em Riverdale, demonstrando que nem mesmo o fim da série conseguiu conter o ímpeto de Sabrina.
The Umbrella Academy

Idealizada por Gerard Way e Gabriel Bá, *The Umbrella Academy* narra a trajetória dos irmãos Hargreeves, jovens dotados de habilidades extraordinárias que foram acolhidos por um bilionário excêntrico.
Com o falecimento do pai, eles se reencontram e percebem que a humanidade enfrenta uma ameaça apocalíptica. No entanto, suas tentativas de salvar o mundo desencadeiam realidades paralelas e ampliam a confusão geral.
Mesclando elementos de viagem temporal, antagonistas peculiares e uma estética singular, a produção se aproxima mais da ficção científica do que das narrativas convencionais de super-heróis.
Surpreendente e repleta de momentos hilários — inclusive com uma cena musical inspirada em “Footloose” —, a série consolidou-se ao longo de quatro temporadas como uma das versões mais originais e peculiares do gênero.
Alice in Borderland

Inspirado no celebrado mangá de Haro Aso, *Alice in Borderland* acompanha Ryōhei Arisu (Kento Yamazaki) e seus companheiros, que são inexplicavelmente levados para uma Tóquio paralela e praticamente deserta.
Nesse local, descobrem outros indivíduos igualmente aprisionados, obrigados a enfrentar provas letais com o objetivo de permanecer vivos e buscar o caminho de volta.
Quando surge um romance com a competidora Yuzuha Usagi (Tao Tsuchiya), Arisu decide regressar a esse universo perigoso para salvá-la das entidades que comandam os jogos.
Reconhecida como uma das produções nipônicas de maior destaque na Netflix, a obra mescla ação e ficção científica, com cenas de violência intensa e uma profunda evolução emocional das personagens.
Boa parte do fascínio da trama está na sintonia entre Yamazaki e Tsuchiya, cuja conexão serve como pilar central da narrativa.
Locke & Key

Inspirada na famosa graphic novel de Joe Hill e Gabriel Rodríguez, a produção de Locke & Key percorreu um longo caminho até finalmente chegar à Netflix.
A trama acompanha Nina Locke (Darby Stanchfield) e sua prole, que recebem de herança a majestosa mansão Keyhouse, localizada em uma cidade costeira de Massachusetts. No interior da residência, a família desvenda um conjunto de chaves especiais, capazes de desbloquear dimensões mágicas, cada qual com habilidades distintas. Entretanto, a magia desses artefatos também desperta a cobiça de entidades malignas, que começam a perseguir os Locke.
Assim como nas HQs originais, a série se diferencia por centrar sua história no grupo de personagens mais jovens. Apesar disso, a produção não se classifica como infantil, equilibrando ameaças sobrenaturais com dramas da adolescência em seu enredo.
O Clube da Meia-noite

Uma das criações mais recentes de Mike Flanagan, o mesmo produtor por trás de “A Maldição da Residência Hill” na Netflix, foi “O Clube da Meia-noite”. Esta produção de 2022 teve como fonte de inspiração os livros de Christopher Pike.
A trama, situada em 1994, decorre num sanatório que acolhe jovens portadores de enfermidades incuráveis. Ilonka (Iman Benson), personagem central, une-se a um coletivo que narra contos de terror à meia-noite, ao mesmo tempo que desvenda os segredos obscuros da instituição e dos seus anteriores internos.
Dentre as obras de Flanagan na plataforma, “O Clube da Meia-noite” é a que mais se assemelha a “Stranger Things”, apresentando adolescentes que desvendam enigmas aterradores e consolidam amizades em situações de risco. O projeto foi interrompido quando o criador firmou parceria com a Amazon.
Lockwood & Co.

Num Reino Unido assombrado, onde há cinco décadas os fantasmas se manifestam com um toque letal, a sociedade viu seu progresso tecnológico estagnar, aprisionando o país numa era passada.
Lockwood & Co. (2023) narra um cenário em que apenas os jovens possuem a sensibilidade para detectar essas aparições. Assim, grupos de adolescentes assumem a perigosa missão de caçar espectros, tornando-se a última barreira contra o colapso nacional.
Inspirada na obra de Jonathan Stroud, a produção apresenta um elenco juvenil que triunfa onde os adultos fracassam, traçando paralelos com Stranger Things, porém com ênfase no sobrenatural em detrimento da ficção científica.
Apesar do potencial, a trama de fantasia juvenil teve seu curso interrompido abruptamente com o cancelamento após sua primeira temporada, deixando a promissora história britânica sem seu desfecho.
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