As regras concentram-se sobretudo nas plataformas FiveM e RedM
Conforme o documento, os mods devem “respeitar nossos jogos”. A companhia afirma deter o direito de estabelecer limites sobre o uso de seus títulos e de sua marca e, por isso, proíbe que modificações expandam ou alterem histórias, missões e personagens oficiais, bem como combinem cenários e figuras de diferentes franquias da Rockstar. Também veta a incorporação de outras propriedades intelectuais ou representações do mundo real, e impede a criação de menus de trapaça ou de qualquer conteúdo que interfira nos serviços oficiais multijogador e online.

No que se refere à monetização, a Rockstar define suas plataformas oficiais de modificação como “o lar licenciado exclusivo para nossa comunidade monetizar seus mods”, proibindo formas alternativas de comercialização ou geração de receita por meio de mods para seus jogos.
Novas Diretrizes, novas regras
Do ponto de vista jurídico, essas diretrizes assemelham-se a termos de serviço e contratos de licença, funcionando como instrumento retórico padrão para lidar com eventuais problemas graves. Se surgir um mod capaz de gerar dores de cabeça legais ou financeiras, basta à empresa remover o conteúdo que causou o incômodo. Na prática, porém, a aplicação é mais simples no FiveM, que pertence ao estúdio. Em sites de terceiros — como aquele em que um mod permitia eliminar um Charmander nas ruas de Los Santos —, impor regras internas é consideravelmente mais difícil.
Ainda assim, a Rockstar já agiu nesse campo: em 2021, enviou notificações de remoção a diversos projetos de modificação que faziam engenharia reversa, restauravam ou reimplementavam elementos de jogos antigos da série GTA. Naquele mesmo ano, anunciou e lançou a trilogia de remasterizações da franquia.




