Em entrevista ao podcast The Expansion Pass, Shawn Layden afirmou que, embora a conveniência do download digital seja inegável, a perda da propriedade e o enfraquecimento do apelo colecionador podem prejudicar a imagem da marca.
Layden reconheceu não ter participado das discussões internas e disse desconhecer os números exatos por trás da decisão. Ainda assim, classificou a medida como provavelmente orientada por planilhas financeiras, nas quais custos e margens de lucro pesam mais do que a relação com o consumidor.

“Fazer download de um jogo é mais fácil do que atravessar a sala para colocar um disco na máquina. Carrega-se num botão e não é preciso mover-se.”
No entanto, ressaltou que, mesmo que 80% do público opte pelo digital, os 20% restantes que ainda compram mídia física representam “os mais fiéis entre os fiéis”. Segundo ele, muitos desses jogadores chegam a adquirir duas cópias de cada título: uma para jogar e outra que permanece lacrada, tal como colecionadores de quadrinhos que compram dois exemplares.
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O executivo também destacou que o desejo de colecionar e exibir itens é uma das principais motivações de parte dos jogadores.
“Se não podes vender uma coisa, isso significa que não és dono de nada”.
Afirmou, ao criticar o modelo de acesso digital. Para Layden, comprar uma licença temporária não tem o mesmo apelo emocional e leva os consumidores a imaginar os piores cenários, o que tende a gerar impacto negativo na reputação da PlayStation.


