Diablo V consuma um recuo estratégico: os desenvolvedores confirmam o abandono do modelo de mundo aberto consagrado em Diablo IV.
Onde passará o jogo?
Em entrevista exclusiva concedida durante a BlizzCon 2026, Joe Shely, diretor do jogo, e Jennifer Hepler, diretora narrativa, detalharam os fundamentos desta quinta edição, cujo lançamento está previsto para a primavera de 2029. A conversa revelou uma guinada substancial na arquitetura do jogo, com implicações profundas tanto para a estrutura narrativa quanto para as mecânicas de exploração e progressão.

A trama situa-se aproximadamente um século após os eventos de Lord of Hatred e sete anos após a queda definitiva de Santuário diante de Diablo. Diferentemente dos títulos anteriores, nos quais a humanidade se empenhava em impedir o triunfo do mal, Diablo V mergulha o jogador em um mundo onde o Senhor do Terror já venceu. Segundo a equipe de desenvolvimento, a narrativa explora um Diablo mais astuto e experiente, que aprendeu com a derrota de Mefisto em Diablo IV para arquitetar sua própria vitória.
No plano estrutural, a Blizzard abandona a abordagem "MMO-lite" e o mundo aberto contínuo de Diablo IV, retornando a uma fórmula centrada na exploração de masmorras e ambientes gerados proceduralmente. Essa escolha visa amplificar a variabilidade da direção de arte e renovar a experiência a cada incursão. Um mesmo local pode apresentar-se dominado por um Comandante dos Mortos-Vivos na primeira visita e, em retorno posterior, exibir outro líder, com monstros, terreno e atmosfera distintos.
5% OFFConsole PlayStation5 Slim Disk - Pacote ASTRO BOT e Gran Turismo 7

Para navegar esse cenário devastado, os jogadores contarão com a Caravana do Santuário, um centro móvel e em constante evolução. Inicialmente um acampamento singelo ao redor de uma fogueira, a caravana cresce conforme sobreviventes são recrutados, transformando-se em um complexo de carroças que refletem personalidades e especializações, além de oferecer opções de artesanato e comércio. Não se trata de um sistema de moradia, mas de um hub funcional para as atividades de produção.
Estilo de jogo
Quanto à jogabilidade, a equipe confirmou o retorno das runas e palavras rúnicas nos moldes de Diablo II, com o objetivo declarado de modernizar o sistema para ampliar a variedade de builds viáveis, evitando a rigidez de metas específicas. A nova classe, o Cavaleiro da Peste, foi descrita como um arquétipo de armadura pesada, com grande controle de campo de batalha e ênfase na propagação de doenças e pragas, que podem ser consumidas para obter poder e vitalidade.

O sistema de recompensas também passa por reformulação abrangente, reintroduzindo níveis de itens similares aos de Diablo II, inventário com múltiplos espaços, requisitos de atributos para equipamentos, cintos e conjuntos projetados para atender jogadores de campanha, sem prejuízo da diversidade de builds eficazes.
Por fim, a Blizzard confirma que Diablo V permanecerá como experiência multijogador completa, acessível tanto em modo solo quanto em grupo, com abordagem de desenvolvimento baseada no feedback da comunidade. A empresa planeja envolver os jogadores diretamente por meio de fases estruturadas de testes alfa e beta, com informações mais concretas previstas para o próximo ano.


