O vídeo havia sido apresentado durante a RuneFest, no último fim de semana, e logo circulou entre a comunidade, que apontou inconsistências visuais incompatíveis com o padrão artesanal do estúdio.

Entre os elementos que chamaram atenção, um cavaleiro aparece com seis dedos em uma das mãos e, em outra cena, um combatente surge momentaneamente calçando um par de tênis contemporâneos. As evidências foram consideradas especialmente sensíveis porque a Jagex sustenta uma política interna rígida contra o uso de IA generativa e já havia assegurado aos jogadores que não substituiria seus artistas por ferramentas automatizadas.
Em comunicado publicado na página oficial do RuneScape no Reddit, o diretor de marketing Alec Sween informou que o trailer foi removido e que o caso está sob investigação urgente. Segundo ele, a peça foi produzida por um parceiro externo de confiança que havia confirmado explicitamente a não utilização de GenAI. “Mas, entre outras coisas, há um sexto dedo e, bem, isso é bastante difícil de explicar. Pedimos desculpas por isso”, declarou.

Sween ainda reconheceu que este é o segundo episódio consecutivo envolvendo parceiros. Na semana anterior, a marca de roupas 100 Thieves precisou se retratar por divulgar uma arte conceitual de uma colaboração com RuneScape igualmente criada por IA. O executivo afirmou que a posição da Jagex é clara: a empresa não emprega IA generativa na criação de jogos, artes ou recursos criativos e não permitirá conscientemente que a tecnologia seja usada em seu nome.
“Esta é a segunda vez em rápida sucessão que surgem preocupações sobre IA generativa por meio de parceiros em quem confiávamos, e para nós isso destaca um problema em nossos próprios processos que precisamos resolver”
A Jagex planeja reformular seus fluxos de revisão após a RuneFest e passará a colaborar com criadores da comunidade, encomendando-lhes conteúdo relacionado à história de Dragon Slayer 2, a fim de garantir o padrão esperado para uma atualização de grande porte. Em resposta a um jogador, Sween reforçou que a recorrência torna o episódio...
“ainda mais grave e, francamente, ainda pior”, e garantiu que a falha não passou despercebida.



